quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Grandes bancos lucram quase R$ 50 bi



Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco e Santander ganharam no ano passado R$ 48 bi, valor que subirá quando BB fechar resultado do último trimestre. Alta do volume de empréstimos, que atingem meio PIB, do juro e do spread garante recordes. Para governo, reduzir juro final ao cliente é desafio. Setor bancário pagou R$ 35 bi em quatro tributos federais.

O Itaú anunciou nesta terça-feira (7) o maior lucro da história bancária no Brasil, R$ 14,6 bilhões em 2011, 9% mais do que em 2010. Juntas, as cinco maiores instituições – três privadas (Itaú, Bradesco e Santander) e duas públicas (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) – em operação no país embolsaram R$ 48 bilhões, ganho que deve ultrapassar os R$ 50 bilhões, pois o BB só divulgará o resultado do último trimestre no dia 15.

Os lucros sistema financeiro engordaram no ano passado, o primeiro do governo Dilma, devido ao aumento da quantidade de operações de crédito, que atingiram 49% do total de riquezas produzidas no país (PIB) - eram 45% no fim de 2010. Mas, também, por causa do tradicional apetite bancário.

A taxa média de juros cobrada pelas instituições em empréstimos aos clientes fechou o ano em 37%, dois pontos mais do que em 2010 (35%), segundo dados divulgados recentemente pelo Banco Central (BC).

Essa elevação pode ser explicada pelo juro básico do BC, um dos fatores que entram no cálculo da taxa final dos empréstimos comuns. Em 2011, o BC manteve sua taxa mais alto do que em 2010 durante boa parte do tempo.

O juro final cobrado dos clientes tem ainda um segundo fator a influenciar sua calibragem, e esse depende só da gula bancária. É dessa parcela, chamada spread, que as instituições tiram seus lucros, além de obter dinheiro para pagar funcionários e impostos. Em 2011, o spread subiu acima da taxa final, 3,4 pontos, para 27%.



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