quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tarifas de energia cairão 20,2% em média, anuncia governo


Ratificando o anúncio feito em pronunciamento à nação por ocasião do Sete de Setembro, a presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante cerimônia no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira (11), que as tarifas de energia elétrica do país cairão 20,2% em média. “Vamos renovar as concessões e baixar os custos. Isso garantirá retorno para o consumidor”, disse Rousseff.

O governo prevê, a partir de 2013, uma redução de 16,2% para os consumidores de 19% a 28% para o setor empresarial.

Conforme explicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a redução da tarifa virá de uma combinação da redução da carga tributária sobre o setor e da prorrogação antecipada de concessões de operadoras de energia.

O Tesouro assumirá a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Global de Reversão (RGR). Já a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) será reduzida em 75%. As três taxas atualmente incidem sobre a conta de luz. Estas medidas, afirmou Lobão, demandarão um aporte anual de R$ 3,3 bilhões pela União e vão baixar em cerca de 7% a conta paga pelos consumidores.

Por outro lado, o governo possibilitará que concessões de transmissão e distribuição de energia elétrica com vencimento previsto entre 2015 e 2017 sejam renovadas já em 2013, por no máximo 30 anos, com o compromisso destas empresas em reduzir em mais 13,2%com o valor das tarifas, considerando-se a amortização dos ativos. As concessões a serem prorrogadas representam 18% do parque gerador nacional, 67% da rede básica de transmissão e 35% do mercado de distribuição.

A presidenta ainda afirmou que a redução das tarifas poderá ser maior, a depender dos estudos sobre o vencimento de novas concessões que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluirá em março do ano que vem.

Rousseff também ressaltou que o governo será rígido e punirá as empresas com mau desempenho na prestação de serviços.

Cruzada para reduzir custos

A redução das tarifas de energia, segundo a presidenta, é uma “medida histórica” e faz parte da visão estratégica do governo para “garantir a continuidade do crescimento com inclusão social e, para tanto, aumentar a competitividade do país”. Também fazem parte desta estratégia as ações contra a valorização artificial do câmbio, as Parcerias Público-Privadas para dinamizar a estrutura logística, a queda bilionária da carga tributária e a redução em mais de 5 pontos percentuais da taxa de juros básica, listou. “Hoje praticamos juros reais em torno de 2% ao ano, patamar mais civilizado que o país já alcançou”, ressaltou Rousseff.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo está “em uma cruzada para reduzir os custos no Brasil” e que a redução do preço da energia deverá significar a diminuição de 0,5% a 1% na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Este impacto será sentido no próximo ano, quando o Brasil será um dos poucos países que irão crescer acima de 4%, disse Mantega.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

TRE indefere recursos de 7 candidatos

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE) indeferiu os recursos de registros de 7 candidatos, cujas contas foram rejeitadas anteriormente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na lista estão candidatos a prefeitos, vice-prefeito e vereadores, das cidades de Angico, Augustinópolis, Nazaré, Esperantina, Palmeiras e Luzinópolis.
 A negativa do TRE aos pedidos de candidatura seguiu orientação dada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Tocantins, que divulgou a lista dos recursos indeferidos. As candidaturas foram rejeitadas pelo Tribunal, segundo PRE, com baseada na lei da Ficha Limpa.

Entre os principais motivos para a rejeição das contas dos candidatos estão o déficit orçamentário e a falta de comprovação de despesas enquanto os requerentes ocupavam cargos públicos.

Confira a lista

Luzinópolis:  Antônio Alves Araújo (candidato a prefeito). Déficit orçamentário de R$ 152.148,10, despesas sem licitação e acima do limite, emissão de cheques sem fundo e não retenção de INSS.

Angico: Deusdete Borges Pereira (candidato a prefeito). Sem comprovação de saldos financeiros, despesas sem licitação, não retenção do INSS dos vereadores e despesas acima do limite.

Nazaré: Domingos Dias Torres (candidato a vereador). Déficit orçamentário de R$ 276.403,01 e gastos acima do limite legal inclusive com pagamento de subsídio do presidente da Câmara.

Nazaré: Sílvio Ferreira dos Santos (candidato a vereador). Déficit orçamentário, despesas cima do limite constitucional e ausência de controle interno.

Augustinópolis: Jaldo Saraiva da Silva (candidato a vereador).  Déficit orçamentário e despesas acima do limite constitucional.

Palmeiras: Mardônio Alves de Castro (candidato a vice-prefeito). Déficit orçamentário, devolução de cheque sem fundo, gasto com pessoal acima do limite não realização de concurso público.

Esperantina: Reginaldo Pereira da Silva (candidato a vereador). Déficit orçamentário.

Fonte: Folha do Bico.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CLÁUDIO SANTANA: A ARTE DE DEVER E NÃO PAGAR





Uma velha alma penante, daqueles habituadas em viver no mundo dos vivos - se é que podemos dizer isso de uma alma - insiste em fantasmagorizar a insonsa figura daquele que hoje capitaneia a coligação Unidos por Araguatins, Cládio Santana. Para ser mais específico, a tal alma moribunda a que me refiro, trata-se da má fama de mal pagador que aquele adquiriu ao longo de sua vida.


E vocês sabem que quando se trata de dinheiro a coisa fica fina, e querer bulir com isso é assanhar casa de abelha. Como não uso roupa de apicultor, vou apenas passar o dedo no mel colhido e sair à inglesa - e com o dedo na boca. As más línguas nos contam que o senhor Cláudio Santana acumula uma dívida que remonta àquela campanha que ele concorreu como deputado estadual. Não raro ele ouve insulto de algum credor revoltado. E, ao que tudo parece, a dívida tende a se avolumar tomando grandes proporções, que, quando a avalanche vir abaixo, o soterrará sem piedade.

Isso se deve ao fato de ele mais uma vez ser candidato e, por conta disso, habilmente contrair novas dívidas cuja efeito é sintomático. Os carros de som da coligação dele por algumas vezes ficaram parados por falta de gasolina, somado ao desânimo e à insegurança dos condutores e proprietário de veículos que estavam sem ver a cor do dinheiro.

O mesmo está acontecendo com o pessoal contratado para erguer bandeirola. Desde o dia 29, último, que este exército de mão-de-obra, ou parte dele, está sem receber os 350 reais prometidos. indignados e com a sensação de que serão ludibriados, dizem que, se na segunda-feira, 10, não os pagarem, deixarão a coligação. Algumas destas pessoas com quem conversei foram incisivas ao afirma que recebendo ou não na segunda deixarão de trabalhar para o Cláudio Santana.

CANDIDATO A VEREADOR DELMAR RASGA A CHITA


Graças a este viroso que se espalhou pelos blogs e redes sociais, o nosso polêmico e bom de briga Delmar se tornou uma celebridade local. Hoje pessoas o param na rua para conversar, comentar o vídeos e, às vezes lhe dar razão. Isso é uma prova que a internet está presente entre nós mais do que nunca e de que os meios convencionais de fazer política estão se tornando bagatelas do passado. Sucesso meu amigo maluco beleza. bom, talvez mais maluco que beleza, mas tá valendo, rsrs.

Lucas Santtana - Ela é Belém (com batida tecnobrega

RITMO AMAZÔNICO TECNOBREGA CONQUISTA O MUNDO

Joelma, da Banda Calypso

Por Ana Paula Marques

Quem ouve falar em Belém do Pará, associa a capital  à suas confundíveis iguarias amazônicas, aos seus momumentos, parques, rios e museus, à forte presença da cultura indígena e sem dúvidas, às suas músicas. Terra de Pinduca, Dona Onete e da milionária Calypso, hoje o Pará abriga um movimento tão forte que não é visto no Brasil desde os “tempos áureos” do Manguebeat pernambucano: o Tecnobrega.

O Tecnobrega é a fusão da tradicional música brega (jovem guarda, bolero, seresta, etc.) com a música eletrônica. Sua derivação vem de ritmos folclóricos paraenses como o Carimbó, Siriá, Lundu e outros gêneros populares como as guitarradas, incorporando sintetizadores e batidas eletrônicas. Data-se sua origem no final dos anos 80 e início dos anos 90, durante a ascenção do Brega Pop, ritmo também paraense, o qual tem como vertente principal o brega calypso, da conhecida Banda Calypso que estourou Brasil afora, com todo o seu estilo inusitado. Segundo os precursores do movimento, dentre eles o DJ Tonny Brasil, o tecnobrega foi uma tentativa incosciente de misturar a música eletrônica com a música tradicional amazônica.

Movimento surgido dentro das favelas da cidade, que possui uma enorme desordem urbanística, hoje o Tecnobrega é uma referência de identidade cultural para muitos jovens da periferia paraense, devido o seu caráter social, pois a música, produzida de maneira artesanal, interfere no cotidiano das pessoas. O estilo se destaca principalmente por ter se desenvolvido independentemente das grandes gravadoras, criando um mercado com formas alternativas de produção e distribuição ao eixo Rio-São Paulo. A lógica antiga do mercado fonográfico começa a decair, mudando um pouco os conceitos já pré-estabelecidos pelo mercado da música de maneira geral.

“Faz o T”, “Faz o S” e derivados
Aparelhagem Tupinambá/ Imagem: Documentário Brega S/A

O mercado do Tecnobrega gira, principalmente, em torno das festas físicas, denominadas “festas de aparelhagens”. Essas boates itinerantes acontecem nos bairros e contam com um “altar sonoro”: modernos equipamentos de som, iluminação e efeitos visuais, incluindo pirotecnia, além de uma grande estrutura e produção, que perpassam entre os bilheteiros e  garçons, sendo assim, uma fonte de renda para muitas pessoas. As festas servem como local de difusão dos novos sucessos, onde os DJs tocam as novas canções disponibilizadas pelos produtores das bandas. O público da aparelhagem é composto basicamente dos trabalhadores braçais da periferia que têm pouco acesso ao divertimento e fazem dessas festas válvula de escape.

Quando uma música ou artista torna-se um sucesso em uma festa de aparelhagem, a divulgação no mercado aumenta através da reprodução não-autorizada dos discos, como por exemplo, através da coletânea Vetron, a mais vendida atualmente no mercado “Ver o Peso” em Belém. Segundo o DJ e produtor Patrick Tor4, em um documentário sobre o Tecnobrega, produzido pela TV Brasil, é uma espécie de ITunes físico, que tem a internet como arma promocional. Além disso, muitos artistas contam com a venda de seus produtos a preços acessíveis durante os shows. Outra forma de se ganhar dinheiro com o Tecnobrega e divulgar as bandas é através da comunicação. As rádios paraenses possuem programas com parte da programação direcionada para o estilo e alguns DJs produzem até programas de TV improvisados, recheados de jingles promocionais.

A música paraense, desde o carimbó até a lambada, sempre recebeu influências das batidas americanas, européias e principalmente do Caribe, através das Guianas, revelando uma verdadeira troca de ritmos. Nos últimos anos, surgiram algumas vertentes do Tecnobrega, a mais conhecida delas é o eletromelody, versão mais rápida e mais pesada, misturada com ritmos como a dance music européia, provando que o movimento além de democrático, é totalmente experimental. A praticidade também é um ponto forte: os compositores utilizam o Fruity Loops, software que chegou à Belém através de cópias piratas baixadas na internet e também recorrem ao cdjota e playbacks durante os shows. Porém, os artistas têm consciênia de que essas batidas eletrônicas, com letras um tanto polêmicas, viraram música comercial e música comercial é descartável. Segundo o Dj Dinho, responsável por uma das maiores aparelhagens de Belém, a Tupinambá (do famoso “Faz o T”), o Tecnobrega não vai ser música do passado, daquelas que se ouve quando dá saudade.

Do Pará para o mundo

Nos últimos meses, a mídia massiva vem dando uma maior atenção ao movimento. Talvez uma das responsáveis seja a cantora Gaby Amarantos, nascida e criada no bairro de Jurunas em Belém do Pará, que conquistou o Brasil com a música “Ex Mai Love”, tema de abertura da novela “Cheias de Charme”. Apelidada de “Beyoncé do Pará”, já participou de vários programas televisivos. Seu disco, produzido por Carlos Eduardo Miranda, um dos produtores mais requisitados do país, tem a participação de nomes como Fernanda Takai, Thalma de Freitas e Dona Onete. Segundo o jornalista Pedro Alexandre Sanches, do blog Farofafá, “Gaby vive com total consciência o processo de fixar uma identidade à qual o resto do Brasil ainda não está acostumado (talvez nem o próprio Norte do país esteja): a do artista brasileiro firmemente ancorado em suas origens indígenas. Gaby Amarantos é a artísta brasileira que mais entende de identidade neste início do século XXI”.

Gaby Amarantos | Foto: Divulgação

Gaby Amarantos também foi responsável por disseminar a música da periferia paraense em clubes e festas da Europa e dos Estados Unidos. O single “Águas de Março” gravado por ela em parceria com o DJ João Brasil, foi lançado por um selo alemão de música eletrônica. Organizados em pequenos selos, dezenas de DJs canadenses, americanos, alemães, holandeses e ingleses promovem uma espécie de intercâmbio de funk, tecnobrega, kuduro, guarachero, calipso, merengue e cumbia, gêneros musicais produzidos em países como Brasil, Colômbia, México, Angola, Costa do Marfim e África do Sul. Oriundas de países que muitas vezes sequer tem indústria fonográfica estabelecida, as músicas são “traficadas” por meio de CDs caseiros, pen drives e sites de download gratuito. Hoje o Tecnobrega ocupa uma marca considerável entre os gêneros musicais brasileiros mais exportados, juntamente com a bossa nova, a lambada e o funk. Porém, os brasileiros também andam explorando bastante o Tecnobrega. 

Um dos exemplos mais recentes é o cantor Lucas Santtana, que gravou “Ela é Belém”, música que utiliza samplers e batidas eletrônicas inspiradas no ritmo. Recentemente ele declarou ao O Rebucetê que “A cena de Belém é muito importante e tá num momento bom. Está aparecendo mais, tem uma novela da Globo que mostra a cultura tecnobrega e por isso, acabou se tornando mais popular. Mas a cena existe a muito tempo, desde o Verequete, passando pelo Pinduca. É uma cena muito interessante, pois tem influência de cima, do Caribe, com uma mistura do indígena, do negro. Essa cena foi evoluindo e ganhando esse toque eletrônico, com o tecnobrega, e mostrando uma autenticidade muito forte, mas independente de estar vivendo uma exposição muito grande ou não, indubitavelmente é algo de grande importância para o Brasil, sempre foi e vai ser cada vez mais”. Além dele, os paraenses Felipe Cordeiro e Jaloo utilizam as batidas de uma forma ainda mais criativa, como provam os seus trabalhos.

Em meio à polêmicas, existe hoje um projeto de lei em que se propõe que o Tecnobrega se transforme em patrimônio cultural do estado do Pará. Sob os argumentos contra a suposta “poluição sonora” causada pelas aparelhagens, existe um subtexto bem claro: o preconceito contra manifestações culturais produzidas de baixo pra cima na pirâmide social. O Carimbó é atualmente considerado a manifestação cultural paraense por exelência. Porém, no final do século XIX ele era proibido de ser tocado, sob a argumentação de que os batuques e os versos gritados estimulavam a baderna e o distúrbio. Portanto, não se trata de defender a institucionalização do Tecnobrega como cultura, pois ele não precisa disso, ele aprendeu a se virar sozinho.

Ana Paula Marques é colaboradora de Outras Palavras e uma das editores do site O Rebucetê, onde este texto foi originalmente publicado. O título do artigo é, também, o nome do CD  cd da banda de tecnomelody Ark.
Veja mais:
BregaS/A: Dirigido por Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, “Brega S/A” é um documentário que pretende retratar esse peculiar fenômeno cultural e social através de personagens como DJ Maluquinho, que se auto-pirateia e enriquece sem precisar de empresário ou gravadora.
GabyAmarantos – Treme (2012) - Esteve entre os discos mais aguardados de 2012, segundo a revista Rolling Stone.
DVDTecnomelody Brasil - Festival de Belém do Pará que reúne grupos de Tecnomelody. Lançado pela Som Livre.
Gang do Eletro - O grupo desenvolve uma mistura entre o tecnobrega, a música caribenha, o eletro e a house, criando um novo ritmo, o eletromelody.
Jaloo - Provável resultado de um encontro tórrido entre Björk e Joelma do Calypso às margens do Rio Amazonas, ou quem sabe até uma possível resposta ao que aconteceria se a cantora Sia Furler nascesse em algum lugar no interior da selva amazônica.