A
greve nos Institutos Federais de Ensino [IFE's] parou mais de 50
universidades e mais da metade dos Institutos Federais de Ensino
Tecnológico [IFET's]. Destas, cerca de 40 universidades estão em estado
de greve ou mobilização estudantil o que demonstra a insatisfação de
docentes, técnicos e estudantes com a estrutura, falta de professores,
RU's, bolsas precárias, carreira, entre tantos outros problemas do
ensino federal.
A pauta transversal é contra o REUNI - aprovado
por Lula-PT em 2007 e defendido pela UNE pelega - que realizou uma
expansão no número de vagas que não foram acompanhadas no aumento de
professores, técnicos, estrutura e assistência estudantil entre outros.
Em 2007 os estudantes responderam com um surto de ocupações de
reitorias, e hoje respondem com uma greve estudantil que já atinge mais
de 40 das 59 universidades federais.
Ao cancelar pela segunda vez
uma reunião de negociação (a primeira foi cancelada dia 28/05 e a
segunda dia 19/06) com os sindicatos Sinasefe, Andes-SN, Fasubra e os
governistas/pelegos do Proifes, o governo Dilma-PT acaba por inflamar
ainda mais a greve, já que demonstra que não tem proposta a apresentar
aos docentes e técnicos-administrativos, evidenciando que educação não é
prioridade.
A irresponsabilidade de cumprir os prazos acordados em
reunião, como a apresentação conclusiva da proposta da carreira docente
para o dia 31 de março (que já está em discussão desde 2010), foi o
estopim para o início da greve docente, o que o governo chama de
"precipitada".
Cabe aos professores, estudantes, servidores e
terceirizados responder com a organização de comandos de greve por campi
federalizando-se em um comando de greve nacional unificado com a
participação destes setores e criar situações que imponham dificuldade
ao Governo, como ocupações de ministério ou paralisações de órgãos
essenciais Só assim teremos condições efetivas de exigir que as pautas
sejam atendidas.
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