segunda-feira, 9 de julho de 2012

Perereca localiza mais duas desembargadoras do TJE que teriam parentes na Assessoria de Jatene. Agora, são 8 dos 30 desembargadores da ativa, além de uma aposentada, nessa condição. MPF confirma: assessor do governador é o mesmo cidadão acusado de explorar trabalho escravo. Pelo menos 13 deputados estaduais, ou 30% da Alepa, teriam parentes ou assessores na Assessoria do chefe do Executivo. Tudo na quarta reportagem da série “Os Especialíssimos Assessores do governador Simão Jatene”.

No Pará de Jatene falta tudo. Só não falta dinheiro para assessores especiais (Foto: blog do Manuel Dutra)


As desembargadoras Vera Araújo de Souza e Maria de Nazaré da Silva Gouveia dos Santos, corregedora do Interior do Tribunal de Justiça do Estado do Pará,  também possuiriam parentes empregados na Assessoria Especial do governador do Pará, Simão Jatene, do PSDB.

Com isso, já são oito os desembargadores paraenses da ativa que teriam parentes diretos na Assessoria do governador.

Além de Vera Araújo e Maria de Nazaré, a lista inclui os desembargadores João José da Silva Maroja, Ricardo Nunes (presidente do Tribunal Regional Eleitoral), Romulo Nunes (ex-presidente do TJE), Constantino Guerreiro, Vânia Lúcia Silveira Azevedo e Silva e Cláudio Montalvão das Neves.

Mas há indícios de que também a desembargadora aposentada Sônia Parente possuiria um familiar na assessoria de Jatene.

Os oito desembargadores da ativa representam mais de 20% do Desembargo do Estado do Pará, que possui 30 integrantes. 

E isso é apenas o que A Perereca da Vizinha conseguiu localizar em pesquisas realizadas exclusivamente na internet, do mês passado para cá.

Em março deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou que os magistrados paraenses que possuem parentes diretos em cargos comissionados do Governo se  abstenham de julgar processos em que o Estado do Pará figure como parte.

Isso porque, como escreveu o  conselheiro Sílvio Rocha, do CNJ, “em última análise, poderia um observador sensato alimentar constante e considerável dúvida sobre se eles detêm a imparcialidade necessária para deliberar sobre uma ação em que a parte é o empregador de um membro das respectivas famílias”.

Além dos desembargadores, pelo menos dois juízes também teriam familiares empregados na assessoria do chefe do Executivo: Paulo Jussara e Antonio Carlos Almeida Campelo.

Esse último foi empossado como juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no início do ano passado.

Isso quer dizer que, dos cinco membros efetivos daquele tribunal, pelo menos dois possuem familiares como assessores do governador: além de Campelo, o próprio presidente do TRE e das eleições municipais deste ano, Ricardo Nunes.
 

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