Mostrar mensagens com a etiqueta justiça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta justiça. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de abril de 2012

MPE denuncia médicos e enfermeiro por homicídio culposo

Ana Paula

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Promotor de Justiça Erion de Paiva Maia, ofereceu denúncia no fim da tarde desta sexta-feira, 30, contra os três profissionais de saúde que atenderam Wellington Gonçalves Reis, 12 anos. O adolescente morreu depois de ser atendido no Pronto Atendimento da região sul de Palmas e no Hospital Geral da Capital.


Os médicos Gualter Maciel Neto e Claudson Teixeira da Silva e o enfermeiro Paulo Ferreira Marques foram denunciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A denúncia foi baseada nas investigações do inquérito policial onde foi apontada negligência por parte da equipe de saúde que realizou o atendimento, uma vez que o raio-x, que detectou a fratura no quadril direito, não ocorreu em tempo hábil e a lesão não chegou a ser diagnosticada pelos denunciados.


A responsabilidade criminal do enfermeiro consistiu no fato de que ele era o responsável pelo encaminhamento do paciente para procedimentos junto ao médico especialista. Esta iniciativa, embora tenha sido feita, só aconteceu depois de dez horas de espera, quando não havia mais possibilidade de salvar o adolescente.


No dia 2 de março, o MPE conseguiu uma decisão judicial para exumar o corpo de Wellington Gonçalves Reis, o que possibilitou a emissão de um segundo laudo sobre a causa da morte. A denúncia foi protocolada na 1ª Vara Criminal de Palmas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

STJ é criticado por relativizar estupro de menores de 14 anos

Órgãos ligados a defesa dos direitos humanos consideram a decisão preconceituosa e um retrocesso no combate à violência sexual. STJ justifica decisão dizendo que meninas exploradas sexualmente “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”. Secretaria de Política para as Mulheres lassificou a decisão como um desrespeito, considerando irrelevante o consentimento de meninas menores de 14 anos para configurar o crime de estupro.

Brasília - Uma decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no início desta semana trouxe perplexidade para os defensores dos direitos humanos. Entre os ministros da 3ª Seção do STJ, prevaleceu o entendimento de que o fato de um adulto praticar relação sexual com uma adolescente com menos de 14 anos não pode ser considerado necessariamente um estupro.

No caso analisado, que ocorreu em São Paulo (SP), o réu era acusado de ter violentado sexualmente três meninas de 12 anos de idade. No entanto, tanto o STJ quanto o Tribunal de Justiça local (TJSP) o inocentaram, usando como argumento a justificativa de que as adolescentes “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”.

O acórdão do TJSP afirma que “a prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo”.

Críticas
Para o coordenador Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (Cedeca-DF), Vítor Alencar, a decisão é preconceituosa. “Existe todo um arcabouço normativo que protege essas meninas, que estavam numa situação de exploração sexual. Mas ela [a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura] diz de maneira preconceituosa que as meninas não merecem ter seus direitos reconhecidos porque estavam na prostituição”, critica.

Para Alencar, a decisão usa a prática de um crime para justificar a absolvição do réu. Ele explica que tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente, como o Código Penal brasileiro estabelecem que a venda do corpo por menores de 18 anos não é considerada prostituição, mas exploração sexual. E ainda, a Lei 12.015, de 2009, cria, no Código Penal, a figura do estupro de vulnerável, que considera crime ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, em declarações à imprensa, considerou que decisão do STJ implica em “construir um caminho para a impunidade” e disse acionará o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e com o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, para buscar "medidas jurídicas cabíveis"

Em nota pública, a Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República classificou a decisão como um desrespeito, considerando irrelevante o consentimento de meninas menores de 14 anos para configurar o crime de estupro.

Para a Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a decisão “pode abrir um perigoso precedente quando se sabe de casos de ‘turismo’ e exploração sexual, tristemente presentes no cotidiano de milhares de crianças e adolescentes brasileiras”, caminhando “na contramão de governos, organismos e agências internacionais, universidades e sociedade civil que desenvolvem e aplicam políticas públicas com vistas à superação desta violência”.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ex-prefeito de Goiatins terá que devolver mais de R$ 10 milhões por não prestar contas

O ex-prefeito de Goiatins, Olímpio Barbosa Neto, terá que devolver ao tesouro municipal mais de R$ 10 milhões. A decisão é da Primeira Câmara do Tribunal de Contas que, em sessão desta terça-feira, 27, julgou irregulares a tomada de contas especial sobre o exercício de 2008. De acordo com o relatório apresentado na sessão, o ex-gestor não prestou as contas anuais de ordenador do Poder Executivo, na gestão já citada.

O processo é decorrente da auditoria realizada in loco, convertida em tomada de contas especial. No procedimento, o TCE verificou que o ex-prefeito, além de não prestar contas, não apresentou os documentos comprobatórios da destinação dos recursos públicos arrecadados pelo município, no último ano de mandato, durante a fiscalização.

O TCE apurou, ainda, a devolução de 200 cheques sem fundos e 69 devolvidos por impedimento de pagamento, além de pagamentos de taxas e juros por emissão de cheques sem fundos no montante de R$ 4.471,70.

Segundo a decisão da Câmara, as contas do ordenador de despesas, referentes ao exercício de 2008, foram julgadas irregulares. O ex-prefeito Olímpio Barbosa Neto e, solidariamente, a então secretária de finanças, Juciléia Lopes da Silva, deverão devolver aos cofres públicos R$ 10,8 milhões, referente ao valor da receita arrecadada cuja aplicação não foi comprovada ao TCE.

O ex-gestor terá que pagar, ainda, multas de R$ 142.163,26, e a então secretária de finanças, o total de R$ 54.099,69. Os responsáveis podem recorrer da decisão, após serem notificados oficialmente. A decisão será publicada no Boletim Oficial do TCE e encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça.

quinta-feira, 8 de março de 2012

TRE divulga lista de candidatos com contas desaprovadas. Homero, Carlinhos Furlan e Osvaldo Reis aparecem

O Tribunal Regional Eleitoral divulgou na manhã desta quarta-feira, 7, a lista com nomes dos candidatos que tiveram suas contas da campanha julgadas desaprovadas ou não prestadas, referentes às eleições de 2010.

Carlinhos Furlan

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na quinta-feira, 1º, por maioria de 4 votos a 3, que os políticos com contas desaprovadas não poderão concorrer nas eleições de 2012. Os ministros endureceram a regra das eleições de 2010, que declarava quite o candidato que prestava contas, independentemente de elas serem aprovadas ou não. A quitação eleitoral é uma exigência para obtenção do registro para concorrer a um cargo.

Osvaldo Reis

Entre os políticos do Bico do Papagaio que se enquadram na nova decisão do TSE e estariam impedidos de concorrer às eleições municipais deste ano estão: Homero da Silva Barreto (PTB), ex-deputado federal; Osvaldo de Sousa Reis (PMDB), ex-deputado Federal; Carlinho Furlan (PT), ex-prefeito de Sampaio; Antonio Francisco Gonçalves Filho (PV), empresário e Isaías dos Santos Neto (PSDB), policial militar.

Fonte: Folha do Bico

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

MPE aciona Justiça e consegue condenação de ex-prefeito de Silvanópolis

Por Luciana Duailibe


Como resultado de uma Ação Penal proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), a Justiça condenou o ex-prefeito de Silvanópolis, Paschoal Baylon das Graças Pedreira, a cumprir pena de 7 anos e 4 meses de detenção, bem como a ficar impedido de exercer cargo ou função pública por 5 anos. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira, 23.

Paschoal Baylon foi condenado por improbidade administrativa, por ter celebrado vários contratos sem o devido procedimento licitatório e por realizar licitação fraudulenta para aquisição de medicamentos no período em que esteve à frente da Prefeitura. Ainda conforme a decisão, o ex-prefeito deverá pagar multa de R$ 10.194,16 e restituir R$ 8.550,16 ao município de Silvanópolis, como ressarcimento pelos prejuízos causados ao erário por fraude em licitação.

O ex-gestor já havia sido condenado pela Justiça Federal, no início deste mês, por deixar de prestar contas da aplicação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), durante sua gestão.

A Ação foi proposta pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Nacional ainda em 2007.

COMENTÁRIO DO BLOG:

É isso que esses picaretas merecem. Lugar de bandido do colarinho branco também é na prisão. Como dizia Saint-Exupéry, "todo deserto é belo porque esconde um poço em nalgum lugar."

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

MP está entre as três instituições mais confiáveis do Brasil, aponta pesquisa da FGV


O Ministério Público está entre as três instituições mais confiáveis do Brasil, conforme pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, ficando atrás somente da Igreja Católica e das Forças Armadas.

A pesquisa ouviu 1.550 pessoas de diferentes estados do País, entre eles Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal. O resultado aponta o Ministério Público com 51% do índice de confiança dos brasileiros. Grandes empresas ficaram em quarto lugar, a imprensa escrita, em quinto, e o Judiciário em sexto.

As duas Instituições consideradas menos confiáveis foram o Congresso Nacional e os Partidos Políticos. A pesquisa faz parte do Índice de Confiança na Justiça no Brasil – ICJBrasil, que visa retratar a confiança da população brasileira no Poder Judiciário. Os dados foram coletados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011.