quarta-feira, 15 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
BOLSA FAMÍLIA E COMPRA DIRETA
Muitos pensam que Bolsa Família trata-se de esmola dada aos pobres. Mas digo logo que quem pensa assim está completamente enganado. Para se fazer um juízo preciso e justo é necessário avaliar todas as ações do governo Dilma. Além disso acrescentamos que de cada R$ 1 real empregado no Bolsa Família, R$ 1,44 retorna à economia. Isso na verdade é um ganho para a nossa sociedade. Nós mesmos do PCdoB de Araguatins somos defensores aguerridos da compra direta de produtos da agricultura familiar.
Eu particularmente vejo que temos muito a ganhar com isso. Com a compra direta o produtor terá mais facilidade para negociar seu produto. Sem contar que o capital, o recurso público vai circular pelo município passando pela mão do pequeno agricultor. Isso para nós é uma conquista.
domingo, 5 de agosto de 2012
Shoppings: ilhas da fantasia agora querem que cidades as remunerem
Além de criticarem normas ambientais e viárias, líder empresarial
do setor sugere que templos do consumo deveriam receber “uma
contrapartida” da população…
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog
“Você paga mais impostos, emprega mais pessoas, dá facilidades de
conforto, dá a economia de tempo. Você entra num shopping center e tem
compras, alimentação, lazer, até um simples bate-papo. Na minha cabeça,
ele deveria cobrar uma contrapartida.”
A declaração é de Luiz Fernando Pinto Veiga, presidente da Associação
Brasileira de Shoppings Centers, dada aos repórteres Carolina Matos e
Evandro Spinelli, da Folha de S. Paulo,
ao ser questionado se as exigências viárias e ambientais impostas aos
shoppings pelos órgãos públicos são equivalentes ao investimento
realizado por eles.
O discurso é semelhante ao do dono da fábrica que diz que faz um
favor aos operários quando abre uma unidade nova, como se ele não
precisasse da força de trabalho de pessoas para ganhar dinheiro. Com
argumentos bem colocados, subverte-se a vida da forma como desejarmos.
Ou seja, os donos de shopping fazem uma caridade aos paulistanos ao
instalarem locais onde se oferece, sem nenhum interesse, realidade
virtual.
Ou, como dizem meus amigos de Alphaville, ao criticarem os
condomínios fechados em que cresceram: “bolhas”. Um ambiente agradável,
asséptico, sem pobreza, dor ou feiúra, com temperatura estável e luz na
quantidade certa para possibilitar aquilo que fazemos de melhor:
comprar.
Como já disse aqui, os produtos que consumimos são estilos de vida.
Do que somos. Do que gostaríamos de ser. Do que deveríamos ser – não em
nossa opinião, necessariamente, mas de uma construção do que é bom e do
que é ruim. Construção essa que vem, não raras vezes, de cima para
baixo. A busca pela felicidade passa cada vez mais pelo ato de comprar. E
a satisfação está disponível desde que você tenha um cartão de crédito
ou débito com saldo. Trabalhamos tanto que, não raro, esquecemos como
demonstrar afeto de forma sincera ou simplesmente não temos tempo para
isso. Então, a fim de compensar nosso silêncio ou nossa ausência, nos
tornando compradores e doadores de símbolos daquilo que não
conseguiremos transmitir por vivência direta.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
PRIMEIRA PESSOA OFICIALMENTE CURADA DA AIDS
Pela primeira vez, um homem foi oficialmente declarado curado da
infecção por HIV. A cura quase o matou, mas abre uma porta – um
vislumbre – de esperança para o que pode, um dia, acabar com o problema
de vez.
Estranhamente, o diagnóstico que mais preocupou Timothy Ray Brown em
2007 foi leucemia mieloide aguda. A AIDS é considerada desde 2007 como
uma doença crônica tratável,
mas com certeza é um problema muito difícil de se lidar. O que levou
Brown, de 42 anos, aos cuidados do hospital Charité, em Berlim,
Alemanha, foi a ameaça mais imediata que seu câncer representava.
O tratamento pelo qual Brown passou foi agressivo: quimioterapia que
destruiu a maior parte de suas células imunes. Irradiação total do
corpo. E depois, um transplante arriscado de células-tronco no qual
cerca de um terço dos pacientes não sobrevivem – mas que parece ter curado Brown completamente da infecção por HIV.
Os médicos foram espertos ao escolher um doador de células-tronco para Brown. O homem cuja medula óssea eles usaram tem uma mutação genética especial,
presente em um número incrivelmente pequeno de pessoas no mundo, que o
torna quase que invulnerável ao HIV. Com as defesas do organismo de
Brown dizimadas pelos tratamentos, as células saudáveis e resistentes ao
HIV do doador repovoaram o sistema imunológico dele. Os primeiros
sinais de que o vírus havia sido abatido foram promissores.
Mas só agora, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e
passar por testes completos que não mostraram qualquer sinal do HIV, os
médicos puderam declarar oficialmente:
Ele está curado.
O que isto significa para o futuro do tratamento da AIDS? Não é
qualquer paciente com HIV que pode ou quer passar pelo sofrimento enorme
necessário para a cura de Brown, nem é qualquer um que pode ou quer
pagar pelo procedimento. Mas pela primeira vez, descobrimos que a AIDS
pode ser curada, não só tratada. Isto abre novos caminhos de pesquisa –
terapia genética, tratamentos com células-tronco – que poderiam ter sido
desconsiderados antes. [AIDS Map]
Mulher de Cachoeira usa nome de Marcelo Miranda para tentar subornar juiz em Goiás, diz G1
Após suspeitas de que a esposa do contraventor Carlinhos Cachoeira,
Andressa Mendonça, teria tentado subornar o juiz federal de Goiás
Alderico Rocha Santos, o portal G1 publicou entrevista com o
magistrado, pela qual ele cita o nome de duas pessoas do Tocantins que
teriam sido usadas por Andressa em sua tentativa de suborno. Uma elas é o
ex-governador Marcelo Miranda (PMDB). Santos é responsável pelo processo
da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, que culminou na prisão do
bicheiro em fevereiro.
Conforme a matéria do G1, o juiz federal declarou que teria sido chantageado por Andressa. Segundo o magistrado, Andressa o procurou na quinta-feira, 26, afirmando que teria um dossiê contra ele e, em troca da não-publicação, teria pedido um alvará de soltura para Cachoeira.
Conforme relatou o juiz ao portal, na versão de Andressa, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista Veja, em Brasília.
Conforme o juiz, Andressa teria pedido para conversar com Santos mesmo sem a presença de um advogado. No primeiro momento da conversa, uma assessora do juiz esteve na sala, mas a pedido de Andressa a assessora se retirou.
Andressa teria dito: "Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê". O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: "O senhor tem certeza?".
A mulher de Cachoeira teria escrito em uma folha de papel os nomes o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB), que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e um "Luiz", que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo. De acordo com o que juiz contou ao G1, Andressa teria dito que o jornalista teria fotos do magistrado com essas três pessoas.
O juiz diz ter encaminhado ao Ministério Público o papel com os nomes escritos por Andressa e imagens de sua entrada e saída no prédio da Justiça Federal.
Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.
Outro lado
Ao CT, o governador Marcelo Miranda negou qualquer tiupo de envolvimento suspeito com o juiz e repudiou as insinuações da mulher de Cachoeira. “Não conheço essa senhora. Uma coisa dessas é mais uma armação para tentar me prejudicar”, disse, afirmando que conhece o juiz uma vez que Santos já foi juiz federal no Tocantins, e confirmando que eles não se veem há muito tempo.
O ex-governador também declarou: “Isso é um tipo de perseguição. Que provem esse suposto envolvimento meu com alguma coisa aí”. Questionado, o ex-governador afirmou que nunca teve nenhuma ligação "com ninguém" ligado ao contraventor.
Procurada pelo G1, a direção de Veja afirmou que seu departamento jurídico "está tomando providências para processar o autor da calúnia que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos".
O ex-governador Marcelo Miranda foi citado algumas vezes na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investiga a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Em maio, por exemplo, o jornal O Estado de S.Paulo afirmou que Marcelo estaria sendo preparado para ser "mais um braço da organização liderada pelo contraventor". Logo no início do escândalo, a revista Época divulgou gravações em que Cachoeira pede a Demóstenes para tentar influenciar na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux sobre o recurso de Marcelo para tentar obter a vaga de senador - ele foi eleito em 2010, mas impedido de tomar posse por conta de sua cassação em 2009. O ex-governador sempre negou todas as acusações e garante que não mantém qualquer relação com Cachoeira.
Conforme a matéria do G1, o juiz federal declarou que teria sido chantageado por Andressa. Segundo o magistrado, Andressa o procurou na quinta-feira, 26, afirmando que teria um dossiê contra ele e, em troca da não-publicação, teria pedido um alvará de soltura para Cachoeira.
Conforme relatou o juiz ao portal, na versão de Andressa, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista Veja, em Brasília.
Conforme o juiz, Andressa teria pedido para conversar com Santos mesmo sem a presença de um advogado. No primeiro momento da conversa, uma assessora do juiz esteve na sala, mas a pedido de Andressa a assessora se retirou.
Andressa teria dito: "Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê". O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: "O senhor tem certeza?".
A mulher de Cachoeira teria escrito em uma folha de papel os nomes o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB), que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e um "Luiz", que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo. De acordo com o que juiz contou ao G1, Andressa teria dito que o jornalista teria fotos do magistrado com essas três pessoas.
O juiz diz ter encaminhado ao Ministério Público o papel com os nomes escritos por Andressa e imagens de sua entrada e saída no prédio da Justiça Federal.
Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.
Outro lado
Ao CT, o governador Marcelo Miranda negou qualquer tiupo de envolvimento suspeito com o juiz e repudiou as insinuações da mulher de Cachoeira. “Não conheço essa senhora. Uma coisa dessas é mais uma armação para tentar me prejudicar”, disse, afirmando que conhece o juiz uma vez que Santos já foi juiz federal no Tocantins, e confirmando que eles não se veem há muito tempo.
O ex-governador também declarou: “Isso é um tipo de perseguição. Que provem esse suposto envolvimento meu com alguma coisa aí”. Questionado, o ex-governador afirmou que nunca teve nenhuma ligação "com ninguém" ligado ao contraventor.
Procurada pelo G1, a direção de Veja afirmou que seu departamento jurídico "está tomando providências para processar o autor da calúnia que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos".
O ex-governador Marcelo Miranda foi citado algumas vezes na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investiga a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Em maio, por exemplo, o jornal O Estado de S.Paulo afirmou que Marcelo estaria sendo preparado para ser "mais um braço da organização liderada pelo contraventor". Logo no início do escândalo, a revista Época divulgou gravações em que Cachoeira pede a Demóstenes para tentar influenciar na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux sobre o recurso de Marcelo para tentar obter a vaga de senador - ele foi eleito em 2010, mas impedido de tomar posse por conta de sua cassação em 2009. O ex-governador sempre negou todas as acusações e garante que não mantém qualquer relação com Cachoeira.
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