O
Estado foi definitivamente incluído no rol de investigações da CPI do
contraventor Carlinhos Cachoeira. Dentre os 71 requerimentos aprovados
no final da manhã desta quinta estão os que convocam para prestar
depoimentos na CPMI os empresários Rossine Guimarães e Jaime Rincon,
ambos com negócios no Tocantins. E ainda hoje o UOL revela que grampos
da Operação Monte Carlos mostram que o bicheiro Carlinhos Cachoeira
teria contratado, por R$ 1 mil, uma garota de programa para Eduardo
Siqueira Campos, atual secretário de Relações Institucionais do Governo
(leia matéria abaixo) em maio do ano passado em Goiânia (GO). Não é
fácil, ainda mais que em 2010, a oposição ao ex-governador Carlos Gaguim
tripudiou sobre o então candidato à reeleição por fato semelhante que
teria acontecido em Campinas (SP), também patrocinado por empresário com
interesses em contratos com o governo do Estado.
Rossine, como se sabe, tem negócios com o atual governo, tendo,
inclusive, feito obras. Ele, que era sócio do ex-governador Carlos
Gaguim na BPR Empreendimentos recebeu com sua empresa (a Vale do
Lontra), de 1º de setembro de 2009 a 17 de setembro de 2010 o
equivalente a R$ 89 milhões 799 mil e 344. De 2007 até aqui, como
investiga o Ministério Público, os repasses do governo a empresas de
Rossine somam, desde 2007, R$ 245,7 milhões. O MP pretende checar a
regularidade dos contratos, firmados com a Construtora Rio Tocantins
(CRT), de propriedade de Rossine e usada por Cachoeira para negociar
licitações, segundo o inquérito da Operação Monte Carlo.
Na gestão de Marcelo Miranda, que antecedeu a Gaguim,ele teria
recebido R$ 84 milhões, o equivalente R$ 2,9 milhões por mês. Com Gaguim
no poder, os repasses aumentaram: R$ 142,2 milhões ou R$ 9,4 milhões
mensais. No ano passado, já no governo de Siqueira Campos, o Estado
transferiu R$ 19,1 milhões para a empresa. No governo de Siqueira
Campos, a média foi de R$ 1,2 milhão por mês.
É como se diz,há negócio suficiente para se jogar no ventilador. Leia
a matéria do UOL. Eduardo se defende e diz que o Estado não tem
negócios com a Delta, pivô de todo o esquema. Mas o estrago (que não é
pequeno) está feito.
Cachoeira pagou garota para filho de governador
Grampos da Operação Monte Carlo mostram que o bicheiro
contratou uma garota de programa para Eduardo Siqueira Campos, filho do
governador do Tocantins, informa Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada
PF: Cachoeira pagou garota de programa para filho de governador
O inquérito da Operação Monte Carlo traz um trecho revelador dos expedientes que eram usados pela quadrilha para obter vantagens nas suas aproximações de governos. Como a empreiteira Delta Construções tinha interesse em fechar contratos no Tocantins, o contraventor Carlinhos Cachoeira pagou um jantar e contratou uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, o então secretário de Planejamento do Tocantins e filho do governador Siqueira Campos (PSDB). De acordo com o relatório da Polícia Federal, o jantar de Eduardo Siqueira Campos, ex-deputado e ex-senador, com a garota de programa aconteceu no dia 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, segundo interceptação telefônica que consta do inquérito, Cachoeira conversou com o ex-diretor da Delta para a região Centro-Oeste, Cláudio Abreu, sobre o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: “Você deu para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”
O inquérito da Operação Monte Carlo traz um trecho revelador dos expedientes que eram usados pela quadrilha para obter vantagens nas suas aproximações de governos. Como a empreiteira Delta Construções tinha interesse em fechar contratos no Tocantins, o contraventor Carlinhos Cachoeira pagou um jantar e contratou uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, o então secretário de Planejamento do Tocantins e filho do governador Siqueira Campos (PSDB). De acordo com o relatório da Polícia Federal, o jantar de Eduardo Siqueira Campos, ex-deputado e ex-senador, com a garota de programa aconteceu no dia 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, segundo interceptação telefônica que consta do inquérito, Cachoeira conversou com o ex-diretor da Delta para a região Centro-Oeste, Cláudio Abreu, sobre o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: “Você deu para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”
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